
A Paralisia Cerebral afeta os movimentos e a postura e é causada por uma lesão cerebral fixa, não progressiva, que ocorre antes, durante, ou depois do nascimento. O dano cerebral numa Paralisia Cerebral não é reversível, produzindo incapacidade física pelo resto da vida.Ela pode ser classificada em : Atáxica, Atetóide e Espástica.
A Paralisia Cerebral Espástica apresenta os seguintes tipos clínicos: Tetraplegia, hemiplegia e diplegia cerebral. O diagnostico se da atravez do exame físico e neurológico completo, historia clinica.
Dificuldade de sucção, tônus muscular diminuído, alterações da postura e atraso para firmar a cabeça, sorrir e rolar são sinais precoces. Como na Paralisia Cerebral nós só poderemos tratar as alterações musculares, que são a conseqüência e não a causa da doença, o objetivo final do tratamento ortopédico é a melhora da função motora da criança para que ela possa desempenhar cada vez melhor suas atividades físicas. O tratamento fisioterápico tem como objetivos gerais: * promover experiências normais de desenvolvimento; * reduzir o reforço ativo de padrões de movimento e posições anormais; * diminuir deformidades músculo- esqueléticas congênitas e contraturas articulares adquiridas. O objetivos específicos são: *normalizar o tônus; * normalizar os movimentos, restabelecendo e estimulando as reações de endireitamento, reeducando os padrões centralizados dos movimentos (rotações) e reeducando os padrões recíprocos dos movimentos (coordenação e ritmo); * minimizar contraturas e deformidades; * melhorar equilíbrio; * melhorar marcha; * melhora da capacidade respiratória e aeróbica; * melhora da circulação periférica; * melhora da função; * benefícios psicológicos. Para que haja a diminuição do tônus, deve-se associar o calor da água (que irá provocar inibição da atividade tônica)com movimentos lentos e rítmicos e rotações e alongamentos suaves.
